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"A Importância do Brincar na Vida da Criança"
Por: Márcia Christovam Rocha
Nós adultos temos a tendência de considerar o brincar como um mero passa tempo, ou até mesmo como uma verdadeira perda de tempo, tanto que, por termos muitas responsabilidades a cumprir, ‘não temos tempo a perder com brincadeiras’.
Mas será que é assim mesmo? Brincar seria apenas entretenimento para quem não tem o que fazer???
Não, isto não é verdade! Os estudos sobre o desenvolvimento de nossa vida cognitiva e emocional mostram o Brincar como algo fundamental.
Uma criança que não brinca aos poucos adoece, e mesmo nós adultos, se brincássemos um pouco nos livraríamos com mais facilidade de problemas como a tensão e o estresse do dia a dia.
Quando uma criança brinca, ela expressa os sentimentos que estão guardados dentro de si, desabafando o que a faz sofrer, e podendo dar novos significados para as situações que a angustiam. A brincadeira é a fala da criança. Por isso é que quando se encontra com o psicólogo a criança passa a sessão brincando, pois assim o psicoterapeuta pode entendê-la profundamente, além de nortear este brincar de tal modo que ela supere o que a incomoda.
A brincadeira é a linguagem espontânea e criativa da criança, portanto não deve ser desprezada, pelo contrário, deve ser estimulada e até percebida como termômetro da sua vida emocional. Por exemplo, se uma criança só brinca violentamente, falando em matar ou morrer, batendo, quebrando objetos, talvez ela esteja dizendo de um ciúme ou de uma raiva que está explodindo dentro de si. Ao brincar ela expressa seu pedido por socorro, e se estes conteúdos que a incomodam não forem bem trabalhados (percebido e trabalhados os motivos que iniciaram tal sentimento) este sentimento pode provocar um trauma, gerando sintomas que atrapalharão o desenvolvimento saudável desta criança.
Assim muito longe de poder ser considerada uma besteira ou perda de tempo, o brincar deve ser percebido e respeitado como parte saudável do desenvolvimento infantil e a possibilidade de resgate das estruturas que não se encontram muito saudáveis.
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